Paralisações, Esperas e Negociações
Reflexões Sobre a Etnografía Numa Empresa Mineira
DOI:
https://doi.org/10.18800/anthropologica.202501.004Palavras-chave:
Etnografía, Empresa Minera, Puna de Jujuy, Comunidades Indígenas, Licencia SocialResumo
Neste artigo, estou interessado em refletir sobre os diferentes desafios metodológicos que enfrentei durante o trabalho etnográfico que sustenta a minha tese de doutoramento (FFyH-UNC). Durante 4 anos - em períodos não consecutivos - viajei para a província de Jujuy-Argentina, mais precisamente para o departamento de Rinconada, localizado na região de Puna, para investigar a forma como uma empresa mineira - de capital estrangeiro e operação a céu aberto - constrói e garante a necessária licença social para operar, em relação a 14 comunidades indígenas que habitam o território onde as instalações mineiras estão implantadas. Durante o início deste trabalho, ocorreram algumas situações que pareceram dificultar e condicionar a entrada no terreno. Ao longo deste artigo, pretendo mostrar como essas situações se tornaram elementos-chave na produção de conhecimento antropológico, ao mesmo tempo que me permitiram questionar certos preconceitos metodológicos disciplinares comuns no estudo de elites ou grupos poderosos.
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