Racismo institucional y sistema de justicia: Percepción del racismo entre usuarios y usuarias del Ministerio Público del Estado de Bahía
DOI:
https://doi.org/10.18800/psico.202602.004Palabras clave:
Racismo institucional, Sistema de justicia, Creencia en el Mundo Justo, Ministerio PúblicoResumen
El presente artículo tuvo como objetivo comparar las creencias de personas con diferentes perfiles raciales atendidas en el Ministerio Público del Estado de Bahía (MPBA), sobre la percepción de la discriminación racial y la influencia de la Creencia en un Mundo Justo (CMJ) en la legitimación del racismo institucional. Participaron en la investigación 98 personas atendidas al menos una vez en la institución. Los resultados demostraron que los participantes mostraron poca percepción sobre la discriminación racial en la institución, aunque un modelo de regresión lineal múltiple evidenció que las variables "calidad del servicio general", "educación primaria" y "mujer" pueden predecir la percepción de la discriminación. También identificamos que las personas con una fuerte Creencia en un Mundo Justo Personal percibieron menos la discriminación contra el grupo negro. De esta manera, podemos inferir que la buena atención recibida por la población, asociada con otras creencias legitimadoras, sin la adopción de una política institucional antirracista, funcionará como más uno mecanismo de domesticación social.
Descargas
Referencias bibliográficas
Bailey, S. R. (2002). The Race Construct and Public Opinion: Understanding Brazilian beliefs about Racial Inequality and Their Determinants. American Journal of Sociology, 108(2), 406-439. https://doi.org/10.1086/344812
Carmichael, S., & Hamilton, C. V. (1967). Black power: the politics of liberation in América. Vintage Book.
Cerqueira, D., & Bueno, S. (coord.). Atlas da violência 2023. Ipea; FBSP, 2023. https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/12/atlas-da-violencia-2023.pdf
Conselho Nacional do Ministério Público. (2017). Resolução nº 174, de 4 de julho de 2017. Disciplina, no âmbito do Ministério Público, a instauração e a tramitação da Notícia de Fato e do Procedimento Administrativo.
Correia, I., Vala, J., & Aguiar, P. (2007). Victim's innocence, social categorization, and the threat to the belief in a just world. Journal of Experimental Social Psychology, 43(1),31-38. https://doi.org/10.1016/j.jesp.2005.12.010
Daflon, V. T., Carvalhaes, F., & Feres, J. (2017). Sentindo na Pele: Percepções de Discriminação Cotidiana de Pretos e Pardos no Brasil. Dados, 60(2), 293–330. https://doi.org/10.1590/001152582017121
Dalbert, C. (1999). The world is more just for me than generally: about the personal belief in a just world scale’s validity. Social Justice Research, 12(2), 79–98. https://doi.org/10.1023/A:1022091609047
Dalbert, C. (2002). Beliefs in a just world as a buffer against anger. Social Justice Research, 15(2), 123-145. https://doi.org/10.1023/A:1019919822628
Dantas, G. S. (2020). Processos duais, preconceito e segurança pública: implementação de um software para análise do efeito do racismo na identificação de armas e três estudos sobre a tomada de decisão sobre a responsabilização penal de adolescentes. [Tese de doutorado, Universidade Federal da Bahia]. https://pospsi.ufba.br/sites/pospsi.ufba.br/files/gilcimar_dantas_tese.pdf
Duckitt, J. (1992). Psychology and prejudice: a historical analysis and integrative framework. American Psychologist, 47(10), 1182-1193. https://doi.org/10.1037/0003-066X.47.10.1182
Eurico, M. C. (2013). A percepção do assistente social acerca do racismo institucional. Serviço Social & Sociedade, (114), 290–310. https://doi.org/10.1590/S0101-66282013000200005
Festinger, L. (1975). Teoria da dissonância cognitiva. Zahar Editores.
Fórum Brasileiro De Segurança Pública. 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2024. https://publicacoes.forumseguranca.org.br/handle/fbsp/253
Fredrich, V. C. R., Santos, H. L. P. C. dos., Rocha, T. de P., & Sanches, L. da C. (2022). Percepção de racismo vivenciado por estudantes negros em cursos de Medicina no Brasil: uma revisão integrativa da literatura. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, 26, Article e210677. https://doi.org/10.1590/interface.210677
Gaertner, S. L., & Dovidio, J. F. (1986). The aversive form of racism. In J. F. Dovidio & S. L. Gaertner (Eds.), Prejudice, discrimination, and racism (pp. 61–89). Academic Press.
Gago, A. R., & Correia, I. (2010). Reacções à injustiça no trabalho: impacto da crença no mundo justo, da justiça procedimental e da justiça distributiva. Análise Psicológicas, 1(XXVIII): 59-70. https://scielo.pt/pdf/aps/v28n1/v28n1a05.pdf
Gouveia, V. V., Pimentel, C. E., Coelho, J. A. P. de M., Maynart, V. A. P., & Mendonça, T. dos S. (2010). Validade fatorial confirmatória e consistência interna da Escala Global de Crenças no Mundo Justo – GJWS. Interação Em Psicologia,14(1), 21-29. http://dx.doi.org/10.5380/psi.v14i1.12687
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2022). A população por raça ou cor. Censo Demográfico 2022: identificação étnico-racial da população por sexo e idade. Resultado do Universo. https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/media/com_mediaibge/arquivos/13ee0337cffc1de37bf0cd4da3988e1f.pdf.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2023). Tabela de percentual da população por raça e cor do 1º trimestre de 2023 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios contínua. https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6403#resultado.
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2023). Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Org.). Anuário Brasileiro de Segurança Pública. IPEA; FBSP. https://repositorio.ipea.gov.br/server/api/core/bitstreams/c2964550-c474-428f-ad68-f706c9a4f393/content
Jones, J. (1973). Racismo e Preconceito. S.P: Edgard Blucher Ltda, USP.
Jost, J. T., & Banaji, M. R. (1994). The role of stereotyping in system-justification and the production of false consciousness. British Journal of Social Psychology, 33(1), 1–27. https://doi.org/10.1111/j.2044-8309.1994.tb01008.x
Katz, I., & Hass, R. G. (1988). Racial ambivalence and American value conflict: correlational and priming studies of dual cognitive structures. Journal of Personality and Social Psychology, 55(6), 893-905. https://doi.org/10.1037/0022-3514.55.6.893
Kinder, D. R., & Sears, D. O. (1981). Prejudice and politics: symbolic racism versus racial threats to the good life. Journal of Personality and Social Psychology, 40(3), 414-431. https://doi.org/10.1037/0022-3514.40.3.414
Lerner, M. J. (1980). Belief in a just world: A fundamental delusion. Plenum Publishing Corporation.
Lima, M. E. O. (2019). O que há de novo no “novo” racismo no Brasil?. Revista Ensaios e pesquisa em educação e cultura. vol. 4 n. 7, 157-181.
Lima, M. E. O. (2020). Psicologia social do preconceito e do racismo. São Paulo: Blucher. Open Access.
Lima, M. E. O. & Vala, J. (2004). As novas formas de expressão do preconceito e do racismo. Estudos de Psicologia, 3, 401-411. https://www.redalyc.org/pdf/261/26190302.pdf
Lipkus, I. M., Dalbert, C., & Siegler, I. C. (1996). The importance Gaertner of distinguishing the Belief in a Just World for self versus for others: Implications for psychological well-being. Personality and Social Psychology Bulletin, 22(7), 666–677. https://doi.org/10.1177/0146167296227002
McConahay, J. B., & Hough, J. C. Jr. (1976). Symbolic racism. Journal of Social Issues, 32(2), 23-45. https://doi.org/10.1111/j.1540-4560.1976.tb02493.x
Miller, C. A., Wilkins, C.L., Couto, C. P., Farias, J., & Lisnek, J. A. (2023). Anti-Black attitudes predict decreased concern about COVID-19 among Whites in the U.S. and Brazil. Social Science & Medicine, 320, Article 115712. https://doi.org/10.1016/j.socscimed.2023.115712
Modesto, J. G., & Pilati, R. (2017). “Nem todas as vítimas importam”: crenças no mundo justo, relações intergrupais e responsabilização de vítimas. Temas em Psicologia, 25(2), 763-774. https://dx.doi.org/10.9788/TP2017.2-18Pt
Modesto, J. G., Figueredo, V., Gama, G., Rodrigues, M., & Pilati, R. (2017). Escala Pessoal de Crenças no Mundo Justo: Adaptação e Evidências de Validade. Psico-usf, 22(1), 13–22. https://doi.org/10.1590/1413-82712017220102
Munanga, K. (2004). Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia. In Programa de educação sobre o negro na sociedade brasileira. Niterói: EDUFF. biblio.fflch.usp.br/Munanga_K_UmaAbordagemConceitualDasNocoesDeRacaRacismoIdentidadeEEtnia.pdf.
Nascimento, A. (2016). O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Editora Perspectiva.
Oliveira, A. C., Ramos, L. F., & Pena, J. S. (2023). A invisibilização como expressão do racismo institucional: quem são os usuários e usuárias do Ministério Público do Estado da Bahia? Boletim De Conjuntura (BOCA), 14(40), 285–297. https://doi.org/10.5281/zenodo.7813360
Oliveira, T. A., & Modesto, J.G. (2021). “Presidiários tem o que merecem?”: crenças no mundo justo e atitudes em relação às pessoas no cárcere. Interação em Psicologia, 25(3). http://dx.doi.org/10.5380/riep.v25i3.71184
Opotow, S. (1990). Moral exclusion and injustice: An introduction. Journal of Social Issues, 46(1), 1–20. https://doi.org/10.1111/j.1540-4560.1990.tb00268.x
Paiva, T. (2022). O papel legitimador de percepções da justiça na relação entre o sexismo e a violência contra as mulheres. [Tese de doutorado, Universidade Federal da Paraíba].https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/24487?locale=pt_BR.
Parasuraman, A, Zeithamll, V. A., & Berry, L. L. (1988). SERVQUAL: A multi-item scale for measuring consumer perceptions of service quality. Journal of Retailing, 64(1), 12-40. https://www.researchgate.net/publication/225083802_SERVQUAL_A_multiple-_Item_Scale_for_measuring_consumer_perceptions_of_service_quality
Pereira, M. (2021). Estereótipos (1st ed.). Salvador
Pinheiro, G. (2024, 12 de novembro). MPBA apresenta resultados do 1º Censo Étnico-Racial e avança no Enfrentamento ao Racismo Institucional: Levantamento embasará políticas antirracistas na instituição. Ministério Público do Estado da Bahia. https://www.mpba.mp.br/noticia/75180
Reis, D. (2021). Pandemic and racial inequalities in Brazil education: critical viewa. SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.2711
Rucker, J., Duker, A., & Richeson, J. (2019). Structurally Unjust: How Lay Beliefs about Racism Relate to Perceptions of and Responses to Racial Inequality in Criminal Justice. Yale University. https://doi.org/10.31234/osf.io/sjkeq
Santos, F. B., & Silva, S. L. B. (2022). Gênero, raça e classe no Brasil: os efeitos do racismo estrutural e institucional na vida da população negra durante a pandemia da covid-19. Revista Direito E Práxis, 13(3), 1847–1873. https://doi.org/10.1590/2179-8966/2022/68967
Silva, G. M., & Leão, L. T. de S. (2012). O paradoxo da mistura: identidades, desigualdades e percepção de discriminação entre brasileiros pardos. Revista Brasileira De Ciências Sociais, 27(80), 117–133. https://doi.org/10.1590/S0102-69092012000300007
Silva, L., Faria, A., & Teixeira, E. (2021). Desigualdade racial no mercado de trabalho formal brasileiro. Humanas Sociais & Aplicadas, 11(30), 51-67. https://doi.org/10.25242/8876113020212029
Silva, R. F., & Lima, M. E. O. (2016). Crime and punishment: the impacto f skin color and socioeconomic statis of defendants and victms in jury trials ims Brazil. The Spanish Journal of Psychology. 19, 1-11. https://doi.org/10.1017/sjp.2016.77
Silva, W. A. D. (2021). Será que os brasileiros veem a forma em que as coisas estão como aquilo que realmente deve ser? Uma nova escala de justificativa do sistema. [Dissertação de mestrado, Universidade Federal da Paraíba]. https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/21215?locale=pt_BR
Stangor, C. (2016). The study of stereotyping, prejudice and discrimination within social psychology: a quick history of the theory and research. Em: T. D. Nelson. (Ed.) Handbook of prejudice, stereotyping and discrimination (pp 1-22). Psychology Press.
Tavares, N. O., Oliveira, L. V., & Lages, S. R. C. (2013). A percepção dos psicólogos sobre o racismo institucional na saúde pública. Saúde em Debate, 37(99), 580–587. https://www.scielo.br/j/sdeb/a/jCfZVYPGcL9Sff8MpgtWK6z/?format=pdf&lang=pt
Turra, C. & Venturi, G. (1995). Racismo cordial. Editora Ática.
Vaz, L., & Ramos, C. (2021). A justiça é uma mulher negra. Casa do Direito.
Werneck, J. (2013). Racismo Institucional uma abordagem conceitual. Geledés – Instituto da Mulher Negra. https://www.geledes.org.br/biblioteca/racismo-institucional-uma-abordagem-conceitual/
Werneck, J. (2016). Racismo institucional e saúde da população negra. Saúde e Sociedade, 25(3), 535 – 549. https://doi.org/10.1590/S0104-129020162610


