Democracia, Constituição e Conflito: (Re)pensando articulações a partir do agonismo

Autores

  • Rudinei Jose Ortigara Pontifícia Universidade Católica do Paraná https://orcid.org/0000-0003-1786-6321

    Doutorando e Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, Brasil. Especialista em Fundamentos de Ética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Bacharel em Direito e licenciado em Filosofia pela FAE Centro Universitário. Professor do Curso de Direito da FAE Centro Universitário, em Curitiba, Paraná, Brasil.
    Correio eletrônico: rudi.ortigara@yahoo.com.br.

DOI:

https://doi.org/10.18800/iusetveritas.202102.010

Palavras-chave:

Direito, Política, Constituição, Democracia, Constitucionalismo, Conflito, Agonismo

Resumo

As sociedades democráticas contemporâneas liberais são marcadas pela complexidade e pelo fato do pluralismo e visões diversas de bens. Como articulá-las, e como dar soluções aos conflitos? A perspectiva predominante atual da teoria liberal o faz por meio da proposta de possibilidades consensuais; mas desta perspectiva deriva uma problemática: pode haver consenso sem prejuízos a práticas democráticas e à ação política, que é marca essencial à sociedade plural, e que pressupõe a não exclusão do outro e da igualdade como fundamento constitucional? Diante desta problemática se impõe a necessidade de (re)pensar práticas de expressão do plural, não excludente do conflito, de aspectos articulatórios e do reconhecimento do diferente, vez que marca de uma sociedade plural, e de seus reflexos na construção de um espaço público como espaço de expressão do diverso e do conflito, e, portanto, do democrático.
A hipótese é a de que a condição conflitiva pode e deve ser compreendida como produtiva para o reconhecimento de expressões plurais tanto na política quanto no direito, tanto na democracia quanto no constitucionalismo, e delas não ser extirpada, mas transformada em agonismo, em acolhimento e expressão do plural.
O objetivo central é o de analisar como a concepção de agonismo, em Chantal Mouffe, pode contribuir para compreensão de articulações e implicações necessárias entre direito e política, constitucionalismo e democracia de modo a construir perspectivas significativas e produtivas. Assim, para o desenvolvimento da pesquisa, buscou-se aportes na teoria política e na teoria constitucional, cuja fundamentação se deu, especialmente, a partir de Chantal Mouffe, Post e Siegel, e Vera Karam de Chueiri. O método utilizado foi o dedutivo, testando-se premissas para a verificação de possíveis conclusões; a técnica de pesquisa foi a bibliográfica, desenvolvida a partir de pesquisas em obras e artigos. Ao final da pesquisa a hipótese foi confirmada.

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Publicado

2021-11-26

Como Citar

Ortigara, R. J. (2021). Democracia, Constituição e Conflito: (Re)pensando articulações a partir do agonismo. IUS ET VERITAS, (63), 192–207. https://doi.org/10.18800/iusetveritas.202102.010