A contribuição da técnica de ensino “seminário” para o desenvolvimento cognitivo de estudantes de contabilidade

  • Michele Urrutia-Heinz Universidade Federal do Rio Grande

    Mestre em Contabilidade pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Institución de adscripción: Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Principales temas de investigación: Educación; Contabilidad; Método de enseñanza. Correo electrónico: michelleurrutia@bol.com.br

  • Alexandre Costa-Quintana Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

    Doctor em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo (USP). Institución de adscripción: Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Principales temas de investigación: Educación; Contabilidad; Método de enseñanza. Correo electrónico: professorquintana@hotmail.com

  • Ana Capuano-da-Cruz Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

    Doctora em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo (USP). Institución de adscripción: Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Principales temas de investigación: Educación; Contabilidad; Método de enseñanza. Correo electrónico: anapaulacapuanocruz@hotmail.com

Palavras-chave: Estratégias educativas, Desenvolvimento cognitivo, Taxonomia de Bloom

Resumo

Este estudo busca analisar se o uso da técnica do seminário, uma técnica ativa, como instrumento complementar a aula expositiva e resolução de exercício, influencia no nível de desenvolvimento cognitivo de estudantes de contabilidade. Em termos metodológicos realizou-se um quase experimento com estudantes do 4º semestre de Ciências Contábeis de uma Instituição Federal de Ensino Superior.Os resultados encontrados evidenciaram que o uso do seminário, quanto aos níveis “lembrar, aplicar e analisar”, foi capaz de influenciar no desenvolvimento cognitivo. Conclui-se assim, que a utilização da técnica de seminário, como um instrumento complementar, pode influenciar no nível de desenvolvimento cognitivo alcançado de estudantes de contabilidade.

Referências

Anderson, L. & Krathwohl, D. (2001). A taxonomy for learning, teaching, and assessing: a revision of Bloom’s taxonomy of educational objectives. Longman.

Becker, F. (1992). O que é construtivismo. Revista de educação AEC, 21(83), 7-15.

Berwig, C.; Cunha, J.; Teodoro, J. & Colauto, R. (2013). Estratégias de ensino-aprendizagem nos cursos de Pedagogia e Ciências Contábeis. Revista da FAE, 16(2), 116-135. https://revistafae.fae.edu/revistafae/article/view/143

Bloom, B.; Engelhart, M. D.; Furst, E. J.; Hill, W.H. & Krathwohl, D. (1977). Taxonomía de los objetivos de la educación. El Ateneo.

Bloom, B.; Hastings, T. & Madaus, G. (1971). Handbook on formative and sommative evaluation of student learning. McGraw-Hill.

Butzke, M. & Alberton, A. (2017). Estilos de aprendizagem e jogos de empresa: a percepção discente sobre estratégia de ensino e ambiente de aprendizagem. REGE-Revista de Gestão, 24(1), 72-84. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1809227616306488

Campbell, D. & Stanley, J. (1963). Experimental and Quasi-Experimental Designs for Research on Teaching.Palo Alto London: Rand McNally & Company. https://www.sfu.ca/~palys/Campbell&Stanley-1959-Exptl&QuasiExptlDesignsForResearch.pdf

Carneiro, I.; Portes, L. & Cavalcante, M. (2014). O ensinar e o aprender de professores no contexto da educação profissional e tecnológica. Práxis Educacional, 10(17), 289-313.

Costa, S.; Pfeuti, M. & Casa Nova, S. (2014). As estratégias de ensino-aprendizagem utilizadas pelos docentes e sua relação com o envolvimento dos alunos. Revista Evidenciação Contábil & Finanças, 2(1), 59-74. https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/recfin/article/view/18173

Dewey, J. (1959). Democracia e Educação: introdução à filosofia da educação.(3.ed.). Companhia Editora Nacional.

Fagundes, L. S.; Sepel, L. M. N. Aplicação de seminário com avaliação por pares: uma proposta de metodologia ativa no ensino de ciências anos finais. Research, Society and Development, 11(2), 1-15. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i2.25478

Freire, P. (1996). Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa (54. ed.). Paz e Terra.

INEP. (2020). Censo do Ensino Superior. Recuperado de https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/pesquisas-estatisticas-e-indicadores/censo-da-educacao-superior/resultados, em 12 set 2022.

Inglis, R.; Broadbent, A. & Dall’Alba, G. (1993). Comparative evaluation of a teaching innovation in accounting education: intensive learning in a seminar format. Accounting Education, 2(3), 181-199.doi: 10.1080/09639289300000027

Klein, S. B.; Colla, P. B.; Silva, S. C. De; Walter, S. A. (2022). Objetivos educacionais da graduação em contabilidade sob uma perspectiva da Taxonomia de Bloom por análise de Mapas Cognitivos. Revista Brasileira de Ensino Superior, 6(4), 17-39. https://doi.org/10.18256/2447-3944.2022.v6i4.4160

Krathwohl, D. (2002). A revision of Bloom’s taxonomy: An overview. Theoryintopractice, 41(4), 212-218. https://doi.org/10.1207/s15430421tip4104_2

Leal, E.; Miranda, G. & Casa Nova, S. (2017). Revolucionando a sala de aula: como envolver o estudante aplicando as técnicas de metodologias ativas de aprendizagem. Atlas.

Leitão, V.; Passerino, L. & Wachowicz, L. (2003). Novos tempos, novas práticas...repensando metodologia e avaliação no ensino superior-relato de pesquisa. Revista Diálogo Educacional, 4(10). https://doi.org/10.7213/rde.v4i10.6461

Libâneo, J. (2002). Didática: Velhos e novos temas. Edição do autor.

Malusa, S.; Melo, G. & Bernardinho Junior, R. (2017). Seminário da técnica de ensino à polinização de ideias. In Leal, E.A., Miranda, G.J. & Casa Nova, S.P.C., Revolucionando a sala de aula: como envolver o estudante aplicando as técnicas de metodologias ativas de aprendizagem (pp. 65-76). Atlas.

Martins, G. & Theóphilo, C. (2016). Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas (3.ed). Atlas.

Mazzioni, S. (2013). As estratégias utilizadas no processo de ensino-aprendizagem: concepções de alunos e professores de ciências contábeis. Revista Eletrônica de Administração e Turismo-REAT, 2(1), 93-109. https://doi.org/10.15210/reat.v2i1.1426

Miihkinen, A. & Virtanen, T. (2018). Development and application of assessment standards to advanced written assignments. Accounting Education, 27(2), 121-159. https://doi.org/10.1080/09639284.2017.1396480

Miranda, G.; Lemos, K.; Oliveira, A. & Ferreira, M. (2015). Determinantes do desempenho acadêmico na área de negócios. Revista Meta: Avaliação, 7(20), 175-209. https://doi.org/10.22347/2175-2753v7i20.264

Moreira, M. (2011).Teorias da aprendizagem (2.ed.). EPU.

Oliveira, A.; Pontes, J. & Marques, M. (2016). O Uso da Taxionomia de Bloom no Contexto da Avaliação por Competência. Revista Pleiade,10(20), 12-22.

Pavione, C.; Avelino, B. & Francisco, J. (2016). Fatores que influenciam o Processo de Ensino-Aprendizagem sob a Perspectiva de Estudantes do Curso de Ciências Contábeis: Análise em uma Instituição de Ensino Superior de Minas Gerais. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, 10(2), 196-219. https://doi.org/10.17524/repec.v10i2.137

Piaget, J. (1970). Psicologia e pedagogia: a resposta do grande psicólogo aos problemas do ensino. Forense.

Piaget, J. (1986). O nascimento da inteligência na criança. Maria Luísa Lima (Trad.). Dom Quixote.

Piletti, N. & Rossato, S. (2018). Psicologia da Aprendizagem: da teoria do condicionamento ao construtivismo. Contexto.

Prince, M. (2004). Does active learning work? A review of the research. Journal of engineering education, 93(3), 223-231. https://doi.org/10.1002/j.2168-9830.2004.tb00809.x

Silva, D. (2006). O impacto dos Estilos de Aprendizagem no ensino de Contabilidade na FEA-RP/USP. [Dissertação de Mestrado em Controladoria e ­Contabilidade, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São Paulo].

Silva, U. & Bruni, A. (2017). O que me ensina a ensinar? Um estudo sobre fatores explicativos das práticas pedagógicas no ensino de contabilidade. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade,11(2), 214-230. https://doi.org/10.17524/repec.v11i2.153

Silva, L. & Oliveira, C. (2019). Contribuições da didática e da técnica da discussão para o ensino do Direito. RDU no: Revista do Programa de Pós-Graduação em Direito da Unochapecó,1(2), 150-166. https://bell.unochapeco.edu.br/revistas/index.php/RDUno/article/view/4391

Vasconcelos, Y. L. & Souto, S. (2016). Reflexões sobre o emprego da técnica de seminário em disciplinas de contabilidade. Diálogos Interdisciplinares,5(3), 21-40.

Veiga, I. (2016). Técnicas de ensino, novas configuraçõe (3. ed.). Papirus.

Werthein, J. & Cunha, C. (2000). Fundamentos da nova educação. Unesco. https://www.abeffarmacia.com.br/wp-content/uploads/sites/777/2018/04/Fundamentos-da-Nova-Educac%cc%a7a%cc%83o.pdf

Downloads

Como Citar
Urrutia-Heinz, M., Costa-Quintana, A., & Capuano-da-Cruz, A. (2022). A contribuição da técnica de ensino “seminário” para o desenvolvimento cognitivo de estudantes de contabilidade. Educacion, 31(61), 169-190. https://doi.org/10.18800/educacion.202202.009