O giro afetivo e o ensino das humanidades: crise, desafios e cenários futuros na universidade
DOI:
https://doi.org/10.18800/educacion.202601.A001Palavras-chave:
Humanidades, Ensino superior, Virada afetiva, Cenários prospectivos, InterculturalidadeResumo
Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa de abordagem mista realizada na Escola de Humanidades da Universidade de los Llanos (Colômbia), com o objetivo de analisar as contribuições da virada afetiva no ensino das humanidades e projetar cenários futuros para universidades regionais. A questão central abordada é a crise de legitimidade das humanidades no ensino superior, manifestada na redução de sua presença curricular e na tensão entre a formação integral e as demandas do modelo econômico contemporâneo. A metodologia combinou: (i) um componente qualitativo, baseado em 35 entrevistas semiestruturadas com docentes universitários, analisadas por meio de técnica hermenêutica utilizando o software Atlas. Ti; (ii) um componente quantitativo, fundamentado na prospectiva estratégica com o software MicMac; e (iii) um processo de validação dos resultados pelo método Delphi com três especialistas em humanidades e educação superior. Os principais achados identificaram seis categorias centrais — emoções, corpo, inteligência artificial, cibercultura, afetos e ética — a partir das quais foram construídos sete cenários prospectivos para fortalecer o ensino humanístico em termos de integralidade, pensamento crítico e interculturalidade. Conclui-se que a incorporação da virada afetiva permite ressignificar o papel das humanidades na universidade contemporânea, ampliando sua relevância na formação de cidadãos críticos, empáticos e comprometidos com os desafios da Revolução 4.0 e dos contextos sociais atuais.
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