Justiça privatizada e governança algorítmica: o alcance real do Facebook Oversight Board

Autores

  • Dardo Emanuel Neubauer Universidad Nacional Autónoma de México https://orcid.org/0009-0001-9701-0509

    Profesor en la Facultad de Ciencias Políticas y Sociales (FCPyS) de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Doctor en Ciencias Políticas y Sociales por la UNAM e investigador posdoctoral en el Programa Universitario de Estudios sobre Democracia, Justicia y Sociedad (PUEDJS-UNAM), lugar donde coordina el área jurídica del laboratorio digital Tlatelolco Lab.
    dardoneubauer@politicas.unam.mx

DOI:

https://doi.org/10.18800/conexion.202601.002

Palavras-chave:

Governança algorítmica, Moderação de conteúdos, Oversight Board, Justiça privatizada, Devido processo algorítmico

Resumo

Este artigo analisa o Facebook/Meta Oversight Board como um dispositivo de governança privada da moderação de conteúdos e avalia sua incidência efetiva sobre a moderação automatizada. Diante da opacidade estrutural dos sistemas algorítmicos proprietários, o estudo emprega análise documental qualitativa com lógica comparativa de casos, examinando exclusivamente as recomendações do Board e as respostas de implementação da Meta, a partir de quatro casos emblemáticos. Os achados evidenciam uma tensão persistente: embora o Board possa impor decisões vinculantes em casos individuais, suas recomendações sistêmicas — em particular as que buscam afetar o núcleo técnico da governança da visibilidade (ranking, bancos de correspondência, cross-check e métricas de transparência) — são implementadas de forma parcial, adiadas por meio de fórmulas de “viabilidade” ou encerradas sem ações adicionais. O artigo sustenta que essa configuração consolida um modelo de justiça privatizada, com devido processo algorítmico enfraquecido e baixa observabilidade externa.

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Publicado

2026-07-10

Como Citar

Neubauer, D. E. (2026). Justiça privatizada e governança algorítmica: o alcance real do Facebook Oversight Board. Conexión, (25), 43–72. https://doi.org/10.18800/conexion.202601.002