Desinformação contestada e rejeitada pelas campanhas presidenciais brasileiras em 2022

Autores

  • Ivan Paganotti Universidade de São Paulo, Brasil https://orcid.org/0000-0001-5662-4240

    Professor do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do CNPq (bolsista produtividade PQ-2). Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, realizou pós-doutorado no TIDD/PUC-SP (a-2024). Pesquisador do MidiAto/ECA-USP e coordenador Sudeste da Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD).
    ipaganotti@usp.br

DOI:

https://doi.org/10.18800/conexion.202601.006

Palavras-chave:

Desinformação, Campanhas, Checagem, Eleições, Brasil

Resumo

Após centralidade na campanha de 2018, a preocupação com notícias falsas passou por reposicionamento nas eleições de 2022. Estudos anteriores indicavam que o termo fake news costumava ser usado por políticos para rejeitar acusações e deslegitimar críticas, enquanto conteúdos falsos eram difundidos para atacar opositores ou beneficiar as campanhas aliadas. Este artigo avalia duas estratégias divergentes para lidar com o cenário de desinformação. O método adotado foi a busca de conteúdos que discutam ou combatam a desinformação nos sites dos candid-tos que lideraram as eleições de 2022 e de seus partidos. A vitoriosa campanha de Lula reforçou a tendência de rejeição por contestação, com uma página que identificava conteúdos falsos contrapostos com checagens, como estratégia para esclarecer eleitores indecisos e municiar militantes com respostas às acusações. Já a frustrada campanha de Bolsonaro ignorou a questão em plataformas oficiais, rejeitando o próprio debate sobre notícias falsas com poucas publicações críticas sobre o tema.

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Publicado

2026-07-10

Como Citar

Paganotti, I. (2026). Desinformação contestada e rejeitada pelas campanhas presidenciais brasileiras em 2022. Conexión, (25), 163–195. https://doi.org/10.18800/conexion.202601.006