Big tech, capitalismo de plataformas e resistência juvenil: usos sociais e apropriações do TikTok entre jovens universitários no México
DOI:
https://doi.org/10.18800/conexion.202601.007Palavras-chave:
Capitalismo de plataformas, Concentração da propriedade mediática, Plataformas sociodigitais, Algoritmos e personalização de conteúdos, Resistência e apropriações no TikTok, Usos sociais de jovens universitáriosResumo
A disputa pelo mercado digital global mantém o padrão capitalista de concentração de propriedade por meio de novas formas de integração da mídia à estrutura econômica via plataformas sociodigitais. No âmbito do capitalismo de plataforma, essas ferramentas integraram-se rapidamente ao cotidiano em todo o mundo, especialmente entre os jovens, uma vez que seus recursos tecnológicos facilitam a interação social por meio de algoritmos altamente seletivos e conteúdo personalizado. O TikTok destaca-se por registrar o crescimento mais acelerado do mundo, impulsionado por seu conteúdo audiovisual dinâmico; também sobressai por sua origem chinesa, como parte do conglomerado tecnológico Baidu. Ao lado de Alibaba e Tencent, o Baidu disputa mercados globais com as principais gigantes tecnológicas norte-americanas (Google, X, Amazon, Meta, Apple e Microsoft), as quais se alinharam ao conservadorismo do presidente republicano dos EUA, Donald Trump.
Nesse contexto, e valendo-se da interseção entre a economia política da comunicação, os estudos culturais e o conceito de capitalismo de plataforma, este estudo exploratório analisa empiricamente os processos de apropriação e os usos so-ciais da autocomunicação que moldam práticas de resistência no TikTok, situadas na competição global por interações, atenção e dados. São apresentados resultados quantitativos referentes a estudantes universitários no México.
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