Governança de plataformas digitais e processos eleitorais na América Latina
DOI:
https://doi.org/10.18800/conexion.202601.009Palavras-chave:
Governança, Processos eleitorais, Comunicação política digital, Infraestruturas digitais, Coordenação institucionalResumo
O artigo analisa como a literatura acadêmica e documentos institucionais têm conceituado a governança das plataformas digitais nos processos eleitorais latinoamericanos. Por meio de uma revisão integrativa e da análise de documentos institucionais, o estudo identifica abordagens dominantes, convergências, tensões e limitações analíticas que permeiam o campo. O conjunto das fontes examinadas mostra que, embora haja um reconhecimento crescente de que as plataformas exercem funções de ordenamento com efeitos públicos relevantes, o debate permanece fragmentado e frequentemente centrado na moderação de conteúdo, na desinformação ou na propaganda política, sem uma articulação integrada dos arranjos institucionais que organizam a comunicação política digital. Ao conceituar as plataformas como infraestruturas de governança privada, o artigo propõe uma mudança analítica em direção a problemas de coordenação, escala e responsabilização, ressaltando a necessidade de marcos interpretativos capazes de captar a complexidade institucional e a heterogeneidade regulatória dos processos eleitorais na América Latina.
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