Autoeficácia, identidade profissional e identificação organizacional como antecedentes de burnout em auditores independentes
DOI:
https://doi.org/10.18800/contabilidad.202601.007Palavras-chave:
Auditoria independente, Firma de auditoria, TeletrabalhoResumo
A problemática consiste em identificar a influência da autoeficácia, da identidade profissional e da identificação organizacional nas dimensões de burnout (exaustão, distanciamento mental, declínio no controle cognitivo e declínio no controle emocional) em auditores independentes. Sua relevância decorre das expectativas existentes no ambiente corporativo quanto ao papel da auditoria independente na asseguração das demonstrações financeiras (Garcia-Falières & Herrbach, 2015). Nesse contexto, busca-se investigar o estresse vivenciado por esses profissionais que se intensifica em períodos de maior pressão e, quando prolongado pode culminar no desenvolvimento de burnout (Iswari, 2020) comprometendo o desempenho profissional (Abuaddous et al., 2018). Metodologicamente, realizou-se uma survey com 335 auditores brasileiros, cujos dados foram analisados por meio da modelagem de equações estruturais. Os resultados indicam que a autoeficácia é o fator com maior potencial de mitigação de burnout. A identidade profissional reduz o distanciamento mental, indicando que um forte senso de pertencimento à profissão mantém os auditores mentalmente engajados. A identificação organizacional apresentou efeito significativo apenas na redução da exaustão e do distanciamento mental. Esses achados ampliam a compreensão de burnout enfrentado por auditores, especialmente em períodos de elevada pressão, nos quais as demandas por detecção de erros e possíveis fraudes intensificam a carga de trabalho e o estresse ocupacional.
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